sexta-feira, 25 de setembro de 2015

O segredo do sistema educativo da Finlândia

O segredo do sistema educativo da Finlândia

Funiber alunos
Desde que começaram a ser realizadas avaliações internacionais sobre os sistemas educativos no mundo, no ano 2000, existe um interesse generalizado por entender o segredo do sistema finlandês, que coloca seus alunos em primeiro lugar numa escala mundial.
De acordo com o analista Pablo Zoido, especialista nas provas Pisa dentro da OCDE, existem vários motivos que levam a Finlândia a esse posicionamento. O primeiro é que o seu modelo educativo é muito inclusivo, porque não se faz uma seleção dos estudantes. 90% das escolas são públicas e as crianças são matriculadas, por lei, na escola mais próxima à casa, o que evita a segregação social.
Além disso, eles começam a escolaridade básica só aos sete anos. Antes estão com os pais e somente no ano anterior à entrada na escola, fazem um ano de educação pré-escolar obrigatória, realizada em jardins infantis ou na casa de educadores certificados, onde se realiza somente a estimulação precoce da socialização. Uma vez na escola, permanecem apenas cinco horas por dia, desfrutam de três meses de férias e levam poucas tarefas para casa.
De forma complementar, a acadêmica finlandesa Emilia Ahenjärvi afirma que, dentro da escola, o ritmo de cada criança é respeitado. “Para nós é muito importante a atenção especial àqueles que precisam de mais ajuda. Por isso, temos uma equipe de apoio que trabalha com eles dentro da sala, desde o início. Isso faz que ninguém repita de ano, o que afetaria sua autoestima.”.
Outro fator fundamental é a importância que se dá ao professor, sendo um dos cursos mais difíceis e exigentes, tanto que apenas 10% dos que querem ser professores conseguem entrar. Segundo Tony Wagner, doutor em educação e idealizador do documentário O Fenômeno Finlandês, “quando um país decide colocar a educação em primeiro lugar tem que tomar determinadas medidas, como fechar 80% das escolas de pedagogia e deixá-las somente nas universidades de elite. Assim pode-se ter certeza que só os melhores podem chegar a ser professores e, devido a sua formação intelectual, não necessitam um processo externo de avaliação”.
O modelo finlandês valoriza também o trabalho por projetos e os objetivos de sua aprendizagem não são medidos pelas matérias aprendidas, mas sim pela constante interação desses conteúdos com outros aspectos, como a socialização ou a resolução de problemas. Mas tudo isso não é resultado do mero acaso. O parlamento finlandês passou dez anos debatendo que tipo de educação era necessária para o país.
De acordo com Emilia Ahenjärvi, “provavelmente o nosso segredo é a confiança. Confiamos que a escola mais próxima à nossa casa será boa, que o professor saberá ensinar e que a criança aprenderá. Vi que isso não acontece em outros países, que sempre necessitam fazer rankings, para saber que aluno, que professor e que escola é melhor. As provas segregam e não são a solução”.
Tony Wagner complementa dizendo que a Finlândia foi o país entendeu antes de todo o mundo que a era do conhecimento acabou, que já não é necessário saber mais que a pessoa ao lado, porque essa pessoa pode encontrar tudo pela Internet. “Vivemos na era da inovação, em que precisamos saber aplicar o que sabemos. Isso é o que leva a aprender”, conclui.
Mas o sistema educativo mais visado do mundo também apresenta desafios. Atualmente tenta encontrar maneiras de lidar com a imigração e a diversidade cultural em suas escolas, sem abrir espaço para a discriminação. Na maioria das escolas, os alunos imigrantes não chegam a 5% das turmas, mas mesmo assim alguns pais já começam a solicitar a mudança para outros centros. Frente à possibilidade de debilitar o sistema, o sindicato de professores está analisando inclusive a necessidade de estabelecer uma porcentagem máxima de alunos imigrantes por escola.
Para enfrentar esse desafio, o governo finlandês pretende fortalecer ainda mais o papel dos professores, por meio do aumento de sua motivação e da realização de propostas formativas. Nesse sentido, o Mestrado em Educação da FUNIBER oferece a seus alunos a oportunidade de ter uma formação multidisciplinar para ajudar a enfrentar esses e outros desafios educativos.
Fontes: http://fnbr.es/1e7, http://fnbr.es/1e8

domingo, 5 de outubro de 2014







Por que, porque, por quê ou porquê: O uso correto segundo a gramática.


Como usar

Forma Quando usar Exemplo
Por que Nas perguntas ou quando estiverem presentes (mesmo que não explícitas) as palavras “razão” e “motivo”.
Por que você não aceitou o convite?
Todos sabem por que motivo ele recusou a proposta. Ela contou por que (motivo, razão) estava magoada.
Por quê Nos finais de frases. Por quê? Você sabe bem por quê.
Porque Quando corresponder a uma explicação ou a uma causa. “Não, Bentinho; digo isto porque é realmente assim, creio...” (M. Assis, Dom Casmurro). Comprei este sapato porque é mais barato.
Porquê Quando é substantivado e substitui “motivo” ou “razão”. Não sabemos o porquê de ela ter agido assim. É uma menina cheia de porquês.

Nunca é tarde para aprender: mulher de 97 anos se forma em direito em MG

  • "Eu era das primeiras a chegar na escola", conta a estudante e futura bacharel de direito Chames Salles Rolim, 97
    "Eu era das primeiras a chegar na escola", conta a estudante e futura bacharel de direito Chames Salles Rolim, 97
No dia 8 de agosto, a família de Chames Salles Rolim, 97, vai se reunir para comemorar o feito da matriarca: ela está se formando em direito. E a festança em Ipatinga, município mineiro que fica a 277 km de Belo Horizonte, vai ser animada: são nove filhos, 28 netos e 16 bisnetos, mais noras e genros.
 "Você [diz a futura bacharel ao repórter] também está convidado para o jantar, na sexta-feira, um dia depois da formatura. Dia de São Domingos. A família inteira vai vir. Não sei o que faço, são muitos amigos. Não dá para convidar todo mundo. Mas eu quero que todos estejam aqui", conta Chames Rolim, que deixou a piscina de sua casa, onde faz exercícios matinais diariamente, para conversar com o UOL, na manhã desta sexta-feira (18). Ela diz que está muito feliz e "satisfeita com a vida".
Viúva desde 1997, ela só decidiu retomar os estudos em 2009, quando estava com 92 anos. Quando o marido era vivo, ele não a deixava estudar. Ela se casou aos 17 anos com o comerciante José Maria Rolim em Santana do Paraíso (MG), que fica cerca de 250 km de Belo Horizonte. Lá, eles trabalharam juntos na farmácia da família por 63 anos. Após a perda do marido, Chames foi morar com um dos netos, José Irnac Rolim em Ipatinga, quando tinha 80 anos.

Vestibular e faculdade

Ela atribui um infarto que teve na época do vestibular à tensão das provas. "Foi terrível. Eu não conseguia aprender. Não guardava as coisas. Fiquei dez dias na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) do hospital", afirma. Ela explica que, no período de convalescência, recebeu um grande "apoio e solidariedade" da família e dos amigos. E ela foi aprovada em direito na Fadipa (Faculdade de Direito de Ipatinga).
"Eu me dediquei muito nesses cinco anos. Eu era das primeiras a chegar na escola", conta.
Na última quarta-feira, 16, Chames Rolim foi ao fórum de Ipatinga para cumprir o último requisito para a conclusão do curso de direito: acompanhar a realização de audiências de julgamentos. "Não conhecia nada aqui. Nunca tinha vindo ao fórum. Mas estou assimilando o máximo que posso".
Ela diz que não vai tentar fazer a prova de habilitação na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) para exercer a profissão de advogada: "Sei que a minha idade não me dá muito prazo. Por isso, o que eu quero é ser útil a quem me procurar, compartilhar o conhecimento. Se não souber responder algo, vou orientar a pessoa a procurar quem saiba".
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sábado, 4 de outubro de 2014

Etnia


Chico Science
Composição: Chico Science/ Lucio Maia

Somos todos juntos uma miscigenação
E não podemos fugir da nossa etnia
Índios, brancos, negros e mestiços
Nada de errado em seus princípios

O seu e o meu são iguais
Corre nas veias sem parar
Costumes, é folclore é tradição
Capoeira que rasga o chão
Samba que sai da favela acabada
É hip hop na minha embolada

É o povo na arte
É arte no povo
E não o povo na arte
De quem faz arte com o povo

Por de trás de algo que se esconde
Há sempre uma grande mina de conhecimentos
e sentimentos

Não há mistérios em descobrir
O que você tem e o que gosta
Não há mistérios em descobrir
O que você é e o que você faz

Maracatu psicodélico
Capoeira da Pesada
Bumba meu rádio
Berimbau elétrico
Frevo, Samba e Cores
Cores unidas e alegria

Nada de errado com nossa etnia. Somos todos iguais.
Um abraço,
Dionei Valéria

O que é Serviço Social

 
É o planejamento e a execução de políticas públicas e de programas sociais voltados para o bem-estar coletivo e para a integração do indivíduo na sociedade. O assistente social trabalha com a questão da exclusão social, acompanhando, analisando e propondo ações para melhorar as condições de vida de crianças, adolescentes e adultos. Cria campanhas de alimentação, saúde, educação e recreação e implanta projetos assistenciais. Em penitenciárias e abrigos de menores, propõe ações e desenvolve a capacitação para a reintegração dos marginalizados. É obrigatória a inscrição no Conselho Regional de Serviço Social para o exercício da profissão.